quinta-feira, 3 de abril de 2008

O martírio do bruguês urbano

dia de rodízio
onibus errado
o metrô está lotado
vou de taxi
pego meu carro, serei multado assaltado
pedestre abusado vai ser atropelado
multado, assaltado, atropelado
multado, assaltado, atropelado
muito sol, no farol. espirrou...

vidro fechado, não quero ser incomodado.
tem jumento que imprerra o curzamento
motoboy, engarrafamento
motoboy, engarrafamento

fon fon!
a buzina é a sina
não tem vaga,
é a saga.
furou o pneu. o azar é todo meu.
já sofrí bastante
que tal um restaurante
dia de aniversário
preciso sair do armário

vai ter telegrama animado! hohoho
está tudo fechado
tem espera pela mesa
obcessão pela magreza

cerveja quente dor de dente,
mesa bamba
o garçom engraçadinho e o molho respingouo
mètre metidinho e a conta demorou
comí a bessa, perco a sesta
hoje tem festa na casa do vovô
acabei de pisar no cocô!

fiquei mau, toma um sonrisal
toma limonada pra cagar de madrugada

háháhá,
háháhá
férias,
separação
procuro outra cara metadeidade.
vaidade.
infertilidade.

viagem,
turbulência
pego na mão.
é medo ou é carencia?
horas num avião.
impotência! impotência!

bagagem extraviada,
b_ceta mau lavada,
ê..
é a enxaqueca
da dívida mensal
ou do ciclo mentrual
é o cheque perdido
é o cartão retido
é o corpo doído
é a picada de mosquito
peguei um resfriado, atchin!
pelo encravado, que frio!
a lálá ô.. mais que calor
esta frieira que nunca sara!
que mau humor..
micose nos pés
é sempre um stress
carrapato, bixado
neucí, detefon.
ouví o quarteto em sí.
fui parar na utimorrí,
morríque bomom,
om, ooom.